Espaço de publicação de textos, ideias e conteúdos das aulas de Língua Portuguesa da profª Fátima e seus alunos do Colégio Sagrado Coração de Jesus-Arroio do Tigre-RS
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Tecer e mudar...A moça tecelã
Diferente do que recomendaria a convenção, a moça tecelã, idealizada por Marina Colasanti não teceu para sempre. Ela reviu crenças, valores, expectativas e, “pela primeira vez pensou como seria bom estar sozinha de novo”. A moça tecelã, levantou da cama enquanto o marido dormia, sentou-se no tear e desfez o tecido.
Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
Enfim, sem que o marido tivesse tempo de detê-la, a moça tecelã, desteceu o marido e recomeçou o seu tecer com a linha clara do sol que “a manhã repetiu na linha do horizonte”. A moça tecelã desteceu as convenções. As mulheres de nosso século, a cada dia que passa, participam mais do caçar, do desbravar do prover e os homens do cozinhar, do acolher, do limpar, do embolar no sofá. Mas até que ponto desconstróem e reconstróem atentos para com a pressão do mercado, para com o status quo, para com as convenções; até que ponto as pessoas de nosso tempo desfazem o tecido com a segurança da moça tecelã?
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