Espaço de publicação de textos, ideias e conteúdos das aulas de Língua Portuguesa da profª Fátima e seus alunos do Colégio Sagrado Coração de Jesus-Arroio do Tigre-RS
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Ideias sobre a MoçaTecelã
A toda-poderosa Mulher administra sabiamente o Mundo, manejando o seu tear. Mas, como um dos limites do poder é a solidão, cria (tece) ela um companheiro.
Não correspondendo este aos seus justos anseios, a jovem o descria, destecendo-o - restabelecendo assim, de forma natural, o equilíbrio das coisas.
As estações do ano se reajustam, as emoções se consolam, a justiça se faz: desapareceu, pelas suas mágicas e decididas mãos, o marido egoísta, insensível e cruel.
E tudo operado de uma maneira simples, breve, eficiente, objetiva, silenciosa: bastou descobrir-se iludida e ludibriada por um homem que só visava a lucros e bens materiais, e nunca a uma felicidade a dois, para manusear inversamente o tear, desfazendo castelo, criados, tesouros e o próprio esposo. E o cônjuge de voz apatifada e atitudes maléficas virou nada.
Note-se o seu senso de responsabilidade, de preservação cósmica: nenhuma atitude de raiva momentânea ou ódio continuado ou vingança generalizante: zeladora da Natureza, ela para no justo momento em que desteceu o marido, não desconstruindo nada além.
Guardiã consciente dos segredos da Vida, fá-los funcionar de novo: neve, luz, noite, aurora, plantas e seres, tudo ela rege, regiamente. Projeta-se aí, inteira, a teoria do eterno retorno.
Também nesse conto, o maravilhoso não pede licença nem alinha explicações: a garota já surge em profícua atividade; e, após o marido acidente-de-trabalho, pedra-ruim-no-caminho, prossegue tecendo - concedendo cores, vida e harmonia ao Universo.
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