quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Resumo do texto A MOÇA TECELA

Inicia com a personagem feminina sozinha, sentada em frente do tear, tecendo sua manhã, numa situação de equilíbrio, com todas as necessidades físicas e existenciais satisfeitas por ela própria, com a ajuda de um tear mágico. A moça até nesse momento era sujeito de sua vida, pensava que o pouco que possuía a fazia feliz. “Tecer era tudo o que fazia... tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha”. (Colassanti:1982, p.20). Através de seu tear mágico, tece então um homem para afastar a solidão de sua vida e alegrar os seus dias com filhos que porventura iriam ter. Mas a partir daí instala-se um desequilíbrio decorrente das exigências do marido, contradizendo os desejos da tecelã: ele obcecado pelo desejo de ter sempre mais, não contente com pouco, ela realizada no ser e no fazer. Em seu desejo de adquirir riqueza e descobrindo o poder mágico do tear, ela isola a esposa,obrigando-a a realizar os seus caprichos. Triste e frustrada, pois percebe que o seu desejo de companheirismo e amor não se concretiza, oprimida e vendo que nada do que havia sonhado torna-se realidade, ela nota que teceu a solidão mais amarga – estava sozinha mesmo estando ao seu lado o marido almejado. “E pela primeira vez pensou como seria bom estar sozinha de novo” (Colassanti: 1982, p.22). A idéia do casamento como fórmula de felicidade se acaba e atinge seu ponto máximo no trecho “tecia e entristecia” (Colassanti: 1982, p.22) quando o ato de tecer, agora ligado às vontades exclusas do esposo deixa de apresentar para ela um sentido de satisfação existencial. O retorno ao equilíbrio acontece e a moça percebe que o marido pode ser eliminado de sua vida. Decidida, retorna ao papel de sujeito: desfaz o tecido. No final, outra vez sozinha, a moça tece para si uma nova manhã.

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